Instantâneos do Tarot, por Rosa Silva


Rosa Silva é taróloga há mais de 30 anos e uma verdadeira mestra quando se trata de ensinar tarot. Tenho orgulho e prazer em ter sido seu aluno.

Seu conhecimento sobre tarot e outras artes oraculares além de amplo e extremamente rico, é sabiamente transmitido por ela da maneira mais simples e intuitiva possível. Para Rosa não há dogmas a serem seguidos, mas caminhos a serem constantemente experimentados pela singularidade de cada um que os trilha.

O texto abaixo, escrito por ela, descortina (olha a Sacerdotisa aí!) muito da sua maneira de pensar e vivenciar o tarot, de uma maneira poética, carregada de imagens arquetípicas e criando, a cada instante, analogias com aspectos da vida real.

Entrego-lhes, então, um momento, um instante, uma fotografia do tarot, visto através das lentes e filtros do conhecimento e sabedoria de Rosa Silva:

 

Tarot: Fotografias de uma memória

Fotografar é uma técnica de criação com imagens que images1remonta ao ano de 1826 e se propaga aos dias atuais com a moderna tecnologia digital, registrando memórias e criando símbolos de épocas e culturas variadas. Nas fotografias encontramos também ausências e lembranças do que se foi, porém sua representação torna-se um prolongamento do que desapareceu e o faz ressurgir como história visual do que passou.

Assim como as fotografias digitais, podemos dizer que estamossrishti-dances_kellystrayhorn_1 vivendo uma era visual, uma era de imagens que nos invadem nas televisões, na internet, nas mídias, nos desenhos dos sites, nas revistas, nos jornais, nas propagandas, nos cinemas e que são desenvolvidas para motivar nossos interesses e desejos, pela estimulação dos nossos sentidos visuais.

Mas imagens são imagens e bem para além dos tempos atuabotticelli-3gracesis estão presentes no mundo, quase que paralelamente ao aparecimento da espécie humana e que por mais rudimentar que seja um grupamento social, por mais isolado que ele esteja da moderna civilização, ainda assim ele produzirá imagens representativas de suas percepções, idéias e pensamentos

Fato é que podemos encontrar registros tanto arqueológicos quanto históricos, de várias civilizações que habitaram e que ainda habitaram o planeta Terra e com as suas múltiplas e facetadas formas representativas de preservação de memória, principalmente visual, incluem-se também obras grandiosas como as registradas nos desenhos rupestre nas cavernas, nas pinturas pictográficas no Egito e nos textos Maia, na iconografia dos indianos, nas esculturas sumérias, gregas, romanas, incas, astecas, nos monumentos megalíticos de Stonehenge, Palenque, Machu Picchu, nas figuras gigantescas dos geoglifos no deserto de Nacza.

Mas, não há dúvidas, de que há um ponto comum com todos eles, mmoa-the-three-graces5que são, na maior parte, representações de essências, como o movimento dos astros no céu, as forças de natureza, os fenômenos geográficos e climáticos assim como as relações sociais humanas de família, progenitura, trabalho, lazer, rituais religiosos, combates e conquistas, quase sempre descritos em mitos, contos e fábulas, que foram transmitidos oralmente e posteriormente por escrito, contando tanto relatos de deuses quanto humanos, de naturais e sobrenaturais. Nesse contexto encontramos também registro de oráculos, adivinhos, magos, bruxos e feiticeiros, com seus instrumentos de predição, onde quase sempre as imagens servem de referência para leituras e interpretações em suas configurações, seja no vôo dos pássaros, nas vísceras de animais e humanos, na observação dos movimentos dos astros no céu, nas linhas das mãos.

Chegamos assim a uma época repleta de informações contidas em imagens sugestivas e evocativas onde sugiram as cartas de Tarot, com uma iconografia que a caracteriza como máquina de associar idéias e ativar a imaginação para conjugar imagens e produzir discursos ordenados e lógicos.

Cartas de Tarot podem ser vistas como fotografias, que exercem um three-of-cupsimpacto imediato com suas formas inspiradoras capazes de expressar idéias complexas e que também são possibilitadoras de ativar o pensar visual. Como vivemos um período histórico pródigo em imagens é natural que nossa inteligência visual seja despertada e o estudo e uso das cartas de Tarot pode produzir oportunidade de se por em prática nosso pensamento visual e desenvolver nossa inteligência de percepção através de imagens.

O que há de novo é que aprimorar a habilidade de pensar visualmente amplia não apenas o nosso campo de percepção, mas também facilita a nossa capacidade de comunicação, já que imagens podem expressar-se com uma velocidade superior ao discurso verbal.

Vejamos o que é pensar visualmente um bosque florido e ter de descrevê-lo discursivamente em sua riqueza de detalhes.

O estudo e a utilização de leituras com cartas de TaroOLYMPUS DIGITAL CAMERA         t tornam-se uma grande ferramenta do desenvolvimento tanto do pensamento quanto da inteligência visual tão necessária nos tempos atuais, da informática e da comunicação visual dos computadores, celulares e vídeos-game. Pois o Tarot é também um grande “game” de memória, criatividade, rapidez de imaginação e prontidão de resolução.

Paz e Bem.

Rosa Silva

e-mail: rosamarsp@yahoo.com.br

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