Carta do Dia: CAVALEIRO DE PAUS


Título Príncipe da Carruagem de Fogo
Elemento Ar do Fogo
Tetragramaton Vau (exercita a energia de Yod)
Nome Divino  Yahveh Eloah Va Daath
Mundo Cabalístico Yetzirah (mundo da formação)
Sephirah Tiphareth (beleza; trono da vontade humana)
Correspondência Astrológica Leão
Planeta  Sol

     Wands12 (2) Minha amiga estava desolada quando ligou.

     _”Imagine que com a maior cara-de-pau deste mundo ele me deixou falando sozinha! Sumiu! Evaporou-se!”

     Esse “desaparecido” era alguém a quem ela fora apresentada num desses congressos empresariais e que, 20 minutos de conversa depois, ela sabia ter encontrado ali, no meio de centenas de outros homens, a sua alma gêmea. Foi um tal de olho no olho, um completando a sentença iniciada pelo outro, coincidências incríveis nos gêneros musicais, no estilo de filmes e, pasmem: ambos estavam lendo o mesmo romance!

     Passaram a noite trocando confidências, revelando pequenos segredos e grande sonhos, combinando de viajarem juntos na semana seguinte.

     _”Sem compromisso, é claro!”, ela fez questão de frisar ao telefone.

     Claro, claro. Quem se atreveria a responder o contrário?

     Quando perceberam já estava amanhecendo e  agora, já de mãos dadas, resolveram tomar café da manhã numa boulangerie que era o maior charme. Descoberta dele. Ela, encantada. Mas chegou a hora de cada um passar no seu hotel para trocar de roupa e irem direto para seus respectivos trabalhos. Nada de cansaço, só a ansiedade para que o dia terminasse para que, novamente, pudessem estar juntos. Trocaram, evidentemente, celulares e e-mails. Ele, sempre muito gentil e carinhoso, despediu-se dela e antes que seu táxi tivesse chegado ao hotel, seu celular já recebia uma mensagem do príncipe encantado dizendo que já estava “morrendo de saudades”.

     Preciso dizer que esta foi a última vez que ela soube, leu ou ouviu qualquer coisa sobre ele? Nunca uma ligação sua foi atendida, nem e-mails foram respondidos. Nada.

     _”Que sujeito mais cara-de-pau, não é mesmo? Como pode ter sido um verdadeiro gentleman, super-educado, atencioso, interessado, carinhoso, sedutor, romântico ao extremo para depois, do nada, me deixar assim… na mão?”

     Foi razoavelmente fácil faze-la compreender que o tipo não era cara-de-pau, mas um típico Cavaleiro de Paus (o que algumas vezes dá no mesmo), no seu melhor desempenho das funções que ele tão prestimosamente assume.

     Como os demais membros do naipe de Paus, o Cavaleiro de Paus adora ser o centro das atenções. Ele (ou ela, pois em tarot não há, necessariamente, definição de sexo) é aquele “arroz-de-festa”, agitado, elétrico, sempre movendo entre lugares e grupos, conseguindo ir a diversas numa mesma noite e, em todas, ter os spotlights concentrados nele. Suas opiniões são as mais interessantes, ainda que muitas vezes maldosas. Suas brincadeiras, com alguns toques de perversidade,  e suas piadas, quase sempre à beira de serem constrangedoras,  acabam sendo sempre as mais divertidas. É aquele indivíduo que não pensa muito antes de falar e no que vai falar, mas que no final das contas, seu charme e exuberância acabam seduzindo a todos, sem distinção.

     Ainda assim ele pode ser um amigo leal e sua maneira extrovertida, jovial, arrojada e dinâmica de agir acaba inspirando mudanças e consequente crescimento pessoal em todos os que cruzam seu caminho. Acredito que minha amiga tenha aproveitado para aprender alguma coisa da sua experiência com esse caubói conquistador.

     Quando o Cavaleiro de Paus surge numa leitura de tarot, sempre dependendo da atribuição que se tenha dado, previamente à carta (quem ela representa: o Consulente ou outra pessoa em sua vida), além da questão proposta para a leitura e das demais cartas que lhe são próximas, pode simbolizar mudanças de todos os tipos: de residência, de cidade, de trabalho; viagens, passeios, excursões, peregrinação, partidas, transferências e transformações de todos os tipos. Pode significar, também, assuntos inspiradores, verdadeiras “tempestades cerebrais”, causas idealísticas. Brigas, rompimentos, abandono, discórdia, discussões também devem ser consideradas quando a carta aparece numa posição menos privilegiada, como de “obstáculo” por exemplo. Nesse caso, nosso Cavaleiro pode significar não terminar o que se começou, falta de auto-disciplina, impaciência, tédio com trabalho repetitivo. Imprevisibilidade, vagabundagem, não levar nada a sério, vaidade e exibicionismo fazem parte do lado “sombra” dessa carta.

     Mas o Cavaleiro de Paus, evidentemente, tem também louváveis atributos podendo representar um verdadeiro desportista, especialmente em esportes onde haja competição; um aventureiro, inventor, alguém que trabalha no mercado de ações ou alguém ligado às atividades de entretenimento, como um ator.  Pode representar alguém (e até mesmo o Consulente)  brilhante, revolucionário, espontâneo, impetuoso, dinâmico e impulsivo. Bastante charmoso, o que, aliás, é característico dos personagens das Cartas da Corte deste naipe, é um amante ardente, excitante, animado, cheio de vitalidade e entusiasmo. Está sempre um passo adiante dos outros, antecipando modismos, novidades e tendências. Pessoalmente, creio que o seu melhor aspecto é o de “botar pilha”, entusiasmar a quem dele se aproxima a ser mais ativo, valente, movimentar-se mais rápida e corajosamente em direção ao futuro e a usar a competitividade como forma de estímulo para progredir sem violentar preceitos básicos de respeito a si e às demais pessoas.

     Hoje é, com essa carta como tema, um ótimo dia para avaliarmos o quanto estamos atentos à chegada das “mensagens” que a Vida nos envia e, também, o quanto estamos realmente investindo na obtenção dos nossos objetivos. É hora de verificar, honestamente, o que provoca uma letargia em nossa evolução e o por que tememos nos arriscar mais para realizarmos nossos sonhos. Se observarmos com atenção a carta do Tarot de Dali por mim utilizada para ilustrar esta postagem, verificamos que, logo abaixo da figura do Cavaleiro de Paus há uma outra, de um sapo. Essa é uma representação simbólica do poder transformacional desse Arcano Menor. É a evolução para um outro estágio, por exemplo, de Cavaleiro para Rei. É aquilo que nas estórias e fábulas entendemos como a mutação de “sapo em príncipe”. De acordo com Blavatsky, o sapo era um dos principais seres associados à idéia de criação e ressurreição, não apenas porque é um animal anfíbio, mas devido às suas alternadas fases de aparecimento e desaparecimento, características de todos os animais lunares (ele está representado em azul-noite, na citada carta).

      É sempre bastante conveniente observarmos se nossas transformações, nossos passos evolutivos, nossos avanços equilibram, com o mesmo peso e medida, os aspectos materiais com os espirituais, nosso apurado raciocínio com nossos melhores sentimentos.

     A todos, uma excelente, dinâmica e evolutiva terça-feira!

Imagem: TAROT DE DALI

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